domingo, 18 de dezembro de 2011
Conta e tempo
Um poema para nos fazer lembrados da fugacidade do tempo.
Deus pede estrita conta de meu tempo
E eu vou, do meu tempo, dar-lhe conta;
Mas como dar, sem tempo, tanta conta,
Eu que gastei, sem conta, tanto tempo?
Para dar minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado e não fiz conta;
Não quis, sobrando tempo, fazer conta,
Hoje quero acertar conta e não há tempo.
Ó vos que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis o vosso tempo em passa-tempo;
Cuidai, enquanto é tempo, em vossa conta.
Pois aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar de prestar conta,
Chorarão, como eu, o não ter tempo.
Laurindo Rabelo
Deus pede estrita conta de meu tempo
E eu vou, do meu tempo, dar-lhe conta;
Mas como dar, sem tempo, tanta conta,
Eu que gastei, sem conta, tanto tempo?
Para dar minha conta feita a tempo,
O tempo me foi dado e não fiz conta;
Não quis, sobrando tempo, fazer conta,
Hoje quero acertar conta e não há tempo.
Ó vos que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis o vosso tempo em passa-tempo;
Cuidai, enquanto é tempo, em vossa conta.
Pois aqueles que, sem conta, gastam tempo,
Quando o tempo chegar de prestar conta,
Chorarão, como eu, o não ter tempo.
Laurindo Rabelo
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- Saulo Ferreira
- Professor por profissão e convicção. Discípulo de Jesus, um aprendente... sempre.
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